Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: qual o melhor regime para sua empresa?
O regime tributário define quanto sua empresa paga de imposto e quais obrigações precisa cumprir. Escolher errado pode custar caro — veja como cada um funciona.
O que é regime tributário?
É o conjunto de regras que determina como os impostos da empresa são calculados. No Brasil, os três principais são o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. A escolha é feita no início de cada ano e, em regra, vale para o ano inteiro.
Simples Nacional
Pensado para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Reúne vários tributos em uma única guia mensal, o DAS, com alíquotas que crescem conforme o faturamento.
- Vantagens: menos burocracia, guia única e, para muitas atividades, carga menor;
- Atenção: as alíquotas variam por anexo (comércio, indústria e serviços) e algumas atividades de serviço dependem do chamado Fator R — a relação entre folha de pagamento e faturamento — para pagar menos;
- Prazo: empresas já abertas fazem a opção em janeiro.
Lucro Presumido
Disponível para empresas com faturamento de até R$ 78 milhões por ano. O Imposto de Renda e a CSLL são calculados sobre um lucro "presumido" pela lei — um percentual fixo do faturamento, que varia conforme a atividade (por exemplo, 8% para comércio e 32% para a maioria dos serviços, no caso do IRPJ).
- Costuma valer a pena para empresas com margem de lucro alta e pouca folha de pagamento;
- PIS e Cofins são cobrados no regime cumulativo, sem créditos.
Lucro Real
Os impostos são calculados sobre o lucro efetivo, apurado pela contabilidade. É obrigatório para empresas que faturam acima de R$ 78 milhões e para algumas atividades, como bancos.
- Indicado para empresas com margens baixas ou prejuízo, já que só se paga IRPJ e CSLL quando há lucro;
- Exige contabilidade mais detalhada e permite aproveitar créditos de PIS e Cofins.
Como escolher o melhor regime
Não existe regime melhor para todos. A escolha depende de uma simulação com os números reais da empresa:
- Faturamento atual e previsto para o ano;
- Margem de lucro;
- Valor da folha de pagamento e do pró-labore;
- Atividade (CNAE) e perfil dos clientes;
- Planos de distribuição de lucros aos sócios.
O que mudou recentemente
Dois fatores tornam a revisão do regime ainda mais importante. Desde 2026, lucros e dividendos acima de R$ 50 mil por mês, pagos a uma mesma pessoa, passaram a ter retenção de 10% de Imposto de Renda. E a reforma tributária começa a substituir PIS e Cofins pela CBS a partir de 2027, o que muda as contas de cada regime.
Simulamos os três regimes com os números da sua empresa e indicamos o caminho mais adequado, dentro da lei.
Resumo
O Simples é prático para pequenas empresas, o Presumido favorece margens altas e o Real é ideal para margens baixas ou obrigatório para grandes faturamentos. Revisar o regime todo ano, com apoio de um contador, é uma das formas mais seguras de reduzir impostos.
Quer saber qual regime é o seu?
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