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Impostos

Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: qual o melhor regime para sua empresa?

O regime tributário define quanto sua empresa paga de imposto e quais obrigações precisa cumprir. Escolher errado pode custar caro — veja como cada um funciona.

Equipe ForvantAtualizado em outubro de 2026 · Leitura de 7 minutos

O que é regime tributário?

É o conjunto de regras que determina como os impostos da empresa são calculados. No Brasil, os três principais são o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. A escolha é feita no início de cada ano e, em regra, vale para o ano inteiro.

Simples Nacional

Pensado para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Reúne vários tributos em uma única guia mensal, o DAS, com alíquotas que crescem conforme o faturamento.

  • Vantagens: menos burocracia, guia única e, para muitas atividades, carga menor;
  • Atenção: as alíquotas variam por anexo (comércio, indústria e serviços) e algumas atividades de serviço dependem do chamado Fator R — a relação entre folha de pagamento e faturamento — para pagar menos;
  • Prazo: empresas já abertas fazem a opção em janeiro.

Lucro Presumido

Disponível para empresas com faturamento de até R$ 78 milhões por ano. O Imposto de Renda e a CSLL são calculados sobre um lucro "presumido" pela lei — um percentual fixo do faturamento, que varia conforme a atividade (por exemplo, 8% para comércio e 32% para a maioria dos serviços, no caso do IRPJ).

  • Costuma valer a pena para empresas com margem de lucro alta e pouca folha de pagamento;
  • PIS e Cofins são cobrados no regime cumulativo, sem créditos.

Lucro Real

Os impostos são calculados sobre o lucro efetivo, apurado pela contabilidade. É obrigatório para empresas que faturam acima de R$ 78 milhões e para algumas atividades, como bancos.

  • Indicado para empresas com margens baixas ou prejuízo, já que só se paga IRPJ e CSLL quando há lucro;
  • Exige contabilidade mais detalhada e permite aproveitar créditos de PIS e Cofins.

Como escolher o melhor regime

Não existe regime melhor para todos. A escolha depende de uma simulação com os números reais da empresa:

  1. Faturamento atual e previsto para o ano;
  2. Margem de lucro;
  3. Valor da folha de pagamento e do pró-labore;
  4. Atividade (CNAE) e perfil dos clientes;
  5. Planos de distribuição de lucros aos sócios.

O que mudou recentemente

Dois fatores tornam a revisão do regime ainda mais importante. Desde 2026, lucros e dividendos acima de R$ 50 mil por mês, pagos a uma mesma pessoa, passaram a ter retenção de 10% de Imposto de Renda. E a reforma tributária começa a substituir PIS e Cofins pela CBS a partir de 2027, o que muda as contas de cada regime.

Planejamento tributário na Forvant

Simulamos os três regimes com os números da sua empresa e indicamos o caminho mais adequado, dentro da lei.

Resumo

O Simples é prático para pequenas empresas, o Presumido favorece margens altas e o Real é ideal para margens baixas ou obrigatório para grandes faturamentos. Revisar o regime todo ano, com apoio de um contador, é uma das formas mais seguras de reduzir impostos.

Quer saber qual regime é o seu?

Fale com a Forvant e receba uma simulação para a sua empresa.

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